Eu só lhe pedia um beijo.
Dizia: Beije-me, apenas beije-me.
Você correspondia, eu sentia. Era bom, não é?
Seu gosto ao tocar meus lábios. Era macio? O seu era tão suave e inocente.
Eu cuidei dele apenas para você. Apenas para sua boca, apenas para seu beijo.
Nossos corpos tão juntos, eu podia sentir seu cheiro, seu perfume, eu ainda o tenho.
Nós dois.
Era tão lindo, não acha?
Nós dois de mãos dadas. Minha mão gelada e trêmula que você pegava com sua mão pequena, macia, suave.
Se lembra de quando eu o beijava? Meu brilho labial sabor cereja, na sua pequena e volumosa boca, que eu costumava acariciar com a ponta do dedo, enquanto olhava em seus olhos pequenos e sinceros. Eu realmente te contemplava.
Sinto falta dos seus abraços, quando eu olhava distraída para a tela do monitor.
Sinto falta de você me oferecendo seu casaco, quando eu ia te buscar de manhã. Você me vestia, me abraçava e dizia estar sem frio. Era meu sonho, sabia?
Sinto falta de você deitando ao meu lado e dizendo: Boa noite, amor.
Sinto falta de você falando: Eu te amo.
Lembra de nossas risadas juntos? Era tudo tão bobo, mas sempre ríamos.
Sinto falta de cantar contigo. Cantávamos terrivelmente mal, mas sempre nos divertíamos.
Era assim...
Tão íntimos, tão seguros.
Você sempre aceitou meus defeitos.
Me viu do jeito que sou, aceitou tudo.
Eu só tive tempo de dizer: To me you'll be forever sacred.
Mas agora, já é tarde demais, não é?
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